quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Como parcelar IPVA atrasado?

O pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores, conhecido popularmente por sua sigla IPVA, pode ser realizado à vista ou em parcelamento. Automaticamente o sistema já envia aos proprietários de veículos todos os anos as duas opções de pagamento. Atrasando, ainda pode pagar parcelado mas com juros. Saiba mais! 


IPVA já é enviado para pagamento com parcelamento

Todos os anos o Departamento de Trânsito (Detran) dos Estados envia para os donos de veículos de sua região o boleto para pagamento. Ele é entregue via Correios para a residência dos proprietários mas ainda pode ser obtida uma segunda via no sistema online do Detran. 

Em primeiro momento e ainda na data de pagamento o IPVA 2018 SP ou de qualquer outro estado segue com opções de à vista ou parcelado. Pagando em parcela única e à prazo fica o valor normal do imposto.

O parcelamento segue o padrão há alguns anos de seis vezes sem juros. Desde o pagamento da primeira parcela o imposto é considerado quitado e o documento novo do veículo é enviado para o endereço registrado no Detran. Mas caso não pague as demais parcelas ele entra em atraso e o automotor se torna irregular. 

Descontos no valor do IPVA podem ser obtidos de formas diferentes em alguns estados. Em algumas regiões não ter multa de trânsito no ano anterior gera um abatimento de até 20% no imposto. Deficientes físicos e mentais como proprietário também possuem abatimento desde que comprovem sua situação.

Como fazer parcelamento do IPVA

Contando um dia após o primeiro dia de vencimento da primeira parcela o IPVA já começa a ficar em atraso. Neste caso o valor é acrescido de multa por atraso e juros diários. Estar em débito com o imposto não é uma opção porque gera apreensão do veículo e o novo documento não é emitido para circulação. Veículo com IPVA em atraso não pode circular nas ruas.



Para parcelar o IPVA o proprietário deve se dirigir a um posto de atendimento do Detran ou à Secretaria da Fazenda de sua cidade. Deve levar consigo os seguintes documentos:
  • Habilitação ou documento original oficial com foto (caso não tenha CNH);
  • Comprovante de residência;
  • Documento de propriedade do veículo.
Os próximos passos são conversar com um atendente sobre quais as possibilidades de pagamento. A negociação é realizada presencialmente e o valor acordado entre ambas as partes, assim como quantidade de parcelas. Uma vez negociado o boleto já é emitido para a primeira parcela e todas as demais. 

Não pôde pagar a negociação? Infelizmente necessita voltar ao mesmo local para uma nova negociação. O boleto vale para a data informada (no geral por até dois dias) e depois ele é invalidado. Para tirar outro apenas uma nova visita aos locais informados.

Muito importante saber: negociação não recebe desconto no valor do imposto e nem na multa, apenas nos juros corridos proporcionais. Caso contrário muitos deixaram de pagar pensando em obter abatimento no valor do imposto.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Quais Direitos o Trabalhador Perde ao Pedir Demissão?

Pedir demissão é uma decisão que deve ser tomada com muita cautela. Ao solicitar o desligamento da empresa, o trabalhador perde alguns de seus direitos trabalhistas. Para ajudá-lo a tomar a melhor decisão, hoje falaremos sobre quais direitos são garantidos ao trabalhador que pede demissão e quais não são recebidos por ele.

Seguro Desemprego

Vamos começar falando sobre um erro que muitos cometem: pedir demissão para poder sacar o Seguro Desemprego

Infelizmente, o trabalhador que pede demissão não tem direito ao Seguro Desemprego já que esse é um benefício que visa auxiliar financeiramente o trabalhador que foi retirado de seu posto de trabalho de forma abrupta, ou seja, sem planejamento de sua parte.

Sendo assim, o Seguro Desemprego só é um direito concedido a trabalhadores demitidos sem justa causa.

Aviso Prévio

Outro direito que não é concedido ao empregado que pede demissão é o Aviso Prévio.

A primeira coisa que você deve saber é que, ao pedir demissão, quem deverá cumprir o Aviso Prévio é você, ou seja, é necessário comunicar seu empregador sobre a decisão de deixar o emprego com uma antecedência de, pelo menos, 30 dias.

Você deverá cumprir o Aviso Prévio e não receberá por isso, já que a lei determina que o pagamento de Aviso Prévio proporcional só vale em casos de dispensa sem justa causa, assim como o Seguro Desemprego.

Caso o empregado já tenha arrumado um novo emprego, seu empregador poderá ou não dispensá-lo do cumprimento de Aviso Prévio, mas a lei não o obriga a fazer isso.

Acréscimo de 40% sobre o FGTS

Em casos de pedido de dispensa, o empregador não paga a multa de 40% sobre o valor do FGTS como em casos de demissão sem justa causa, portanto, esse é outro direito que o trabalhador que pede demissão deixa de receber.

Além disso, ao pedir demissão, só é possível sacar o FGTS depois de 3 anos, contanto que não haja nenhum tipo de movimentação na conta do FGTS nesse período. Em outras palavras, ele só poderá sacar o FGTS após 3 anos a partir do seu pedido de demissão e se ele ficar desempregado durante todo esse período.

Quais são os direitos do trabalhador que pede demissão?

Agora que você já sabe quais direitos não são recebidos por quem pede demissão, veja quais são garantidos por lei:

Saldo de Salário

Ao pedir demissão no dia 10 de determinado mês, por exemplo, você tem direito ao saldo de salário dos 9 dias trabalhados anteriormente.

13º Proporcional

Você receberá o 13º salário proporcional ao período trabalhado. Se trabalhou por um ano, por exemplo, receberá um salário completo. Se trabalhou por 6 meses, receberá 6/12 do seu salário e assim por diante.

Férias Proporcionais + 1/3

Esse direito é concedido a quem tem um período aquisitivo de férias que ainda não encerrou. O valor é pago proporcionalmente, acrescido de 1/3.

Férias Simples + 1/3 (quando houver)

Esse direito é concedido a quem completou seu período aquisitivo de férias, mas não chegou a tirar os dias de folga. O valor é pago proporcionalmente, acrescido de 1/3.

Férias Dobradas + 1/3 (quando houver)

No caso de você ter trabalhado por qualquer período superior a 1 ano e nunca ter gozado de um período de férias, tem direito a receber essas férias dobradas, acrescido de 1/3.