Acabou o reinado de Jucá

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Depois de três governos, Jucá deixa a liderança no Senado - Foto: Wilson Dias/Abr
A presidenta da República, Dilma Rousseff, decidiu por um ponto final no reinado do senador Romero Jucá (PMDB), que há mais de dez anos ocupava o cargo de líder do governo não importando as cores e ideologias do mandatário de plantão.

Indignada com a derrota sofrida no Senado, na semana passada, quando a Casa rejeitou a indicação presidencial para a recondução de Bernardo Figueiredo para a Diretoria-Geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Dilma não se fez de rogada e, uma semana depois, mostrou o cartão vermelho para o então todo poderoso líder governista para dar a vez ao amazonense Eduardo Braga, do PPS. Também foi mudada a liderança do governo na Câmara dos Deputados.

Até ontem à noite Jucá não queria comentar o assunto. Emitiu nota por meio da sua assessoria, afirmando que só vai se pronunciar quando a mundança na liderança do governo for oficializada pelo Palácio do Planalto. Até lá, Jucá entende que continua como líder. Não deve mesmo ser fácil para ele se desapegar de um cargo tão importante e que o alçou aos píncaros da glória da política nacional.

Para os admiradores de Jucá, Roraima perde muito com a sua saída do governo. Para outros, mais críticos à sua forma camaleônica de fazer política, já era chegada a hora de sair. É preciso dizer que os dois grupos têm razão. Roraima talvez vá sentir falta da influência que Jucá tinha junto ao governo federal. Por outro lado, fazia tempo que a presidenta Dilma dava sinais de saturação e de que iria buscar outro nome para ser seu líder no Senado.

Líder por três governos seguidos, Romero Jucá construiu uma aura de “todo poderoso” e muitos políticos roraimenses não tinham a menor cerimônia de tomar-lhe benção sempre que ele estava por aqui. Agora, despido da aura de poder que o cargo de líder lhe dava e ele fazia questão de salientar isso, Jucá passa a ser um simples mortal no mundo político. Sem a blindagem que tinha como líder do governo, poderá virar alvo fácil dos “franco atiradores” da política.

Sem o cargo de líder, Jucá passará ser apenas um senador do longíquo Estado de Roraima. Porém, se souber capitalizar o tempo que passou na liderança, poderá também ter uma sobrevida como político influente, que conhece os labirintos do poder em Brasília como poucos. Vamos aguardar pra ver no que vai dar essa nova fase da vida política de Jucá.

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