![]() |
| Depois do encerramento da sessão desta quinta, os deputados continuaram discutindo a atitude do deputado Chicão - Foto: Platão Arantes |
Houve questionamento de vários parlamentares sobre a falta de compromisso no que diz respeito a essa falta de entendimento para que o PPA e o Orçamento 2012 possam ser votados. O deputado Erci de Moraes (PPS) disse que não vai mais aceitar que apenas um pequeno grupo de parlamentares tomem as decisões e nome de todos.
“Esta Casa é composta por 24 deputados e todos foram votados e diplomados para representar a sociedade, por isso devem participar das decisões”, queixou-se, salientando que a partir de agora se recusará a votar questões postas pela Mesa Diretora sem que todos os deputados sejam ouvidos e participem das discussões.
Quem também questionou a leniência dos deputados em colocar em votação o Orçamento foi o deputado Joaquim Ruiz (PV) que disse já ter sido secretário de Estado, prefeito de municípios roraimenses e nunca tinha visto uma situação como aquela, de falta de aplicação e compromisso para votar a peça orçamentária.
Jânio Xingu (PSL) foi outro deputado que questionou a forma como os trabalhos da sessão desta manhã foram conduzidos. “Eu não estou entendendo o que está acontecendo. Não é verdade que nós não nos reunimos para discutir o Orçamento. Nos reunimos, sim”, disse Xingu.
Esta semana foi improdutiva no que diz respeito à votação de projetos importantes na Assembleia Legislativa. Com exceção da aprovação da Proposta de Emenda a Constituição (PEC) que conferiu autonomia ao Ministério Público de Contas (MIPUC), quase nada de mais importante foi tratado pelos deputados.
A votação do Orçamento ficou para a próxima terça-feira e diante da falta de entendimento entre os deputados, não há a garantia de que a matéria seja votada. Nos bastidores correm comentários que o que há, na verdade, é um jogo de empurra-empurra entre deputados de situação e oposição, que estão insatisfeitos com a redução feita pelo Executivo no orçamento da Assembleia.
Esse adiamento e morosidade na apreciação do Orçamento seria uma forma de pressionar o governo a rever a decisão. Mas nem os parlamentares de situação nem os de oposição falam sobre isso abertamente. A “coisa” fica restrita ao jogo de poder e as discussões acirradas entre as duas forças que compõem a Assembleia. O que a população vê não é a verdade na sua totalidade.




Compartilhe Esse Artigo: