terça-feira, 1 de novembro de 2011

Deputados repercutem denúncia da Veja; Xingu diz que “quadrilha” está por trás de tudo

O debate que predominou na manhã de hoje na Assembleia Legislativa foi a repercussão da matéria da revista Veja desta semana, em que o ex-colaborador do PSDB de Roraima, Gerson Denz, afirma que o governador José de Anchieta (PSDB) teria transportado dinheiro no jato oficial, durante as eleições do ano passado e ainda denuncia maquiagem na prestação de contas de campanha pelo partido tucano.

Enquanto os deputados de oposição celebraram a denúncia feita à revista, sem que Denz apresentasse nenhuma prova, os parlamentares de situação buscaram desconstruir a reportagem e provar que o denunciante agiu por vingança e sob orientação dos oposicionistas. O debate foi acirrado e mais de dez deputados trataram da questão, entre discursos e apartes.

Quem abriu o debate foi o deputado Brito Bezerra (PP), que disse que Denz não iria narrar um fato inverídico nem a Veja inventar uma matéria sem fundamento. O deputado Flamarion Portela também falou sobre as acusações dizendo que houve abuso de poder econômico do governador Anchieta, nas eleições passadas. [Só para lembrar: o ex-governador Flamarion Portela foi cassado em agosto de 2004 sob acusação de ter cometido abuso de poder político e econômico durante a campanha eleitoral de 2002].

Ouça o que disse o deputado Brito Bezerra;


Os deputados de situação Chico Guerra (PSDB), Jalser Renier (DEM), Aurelina Medeiros (PSDB), Rodrigo Jucá (PMDB) e Jânio Xingu (PSL) trataram de desmontar a matéria, mostrando documentos que comprovariam as motivações pessoais de Denz para a formulação da denúncia, além dos indícios de que ele agiu sob orientação da oposição ou pelo menos de um deputado da bancada oposicionista.

Ouça o que disse o deputado Chico Guerra:



Chico Guerra disse que essas acusações de distribuição de dinheiro é uma arma usada pela oposição
em todas as eleições, que sempre quer ganhar o pleito no tapetão. Afirmou que a oposição não contribuiu com o governo e atrapalha o desenvolvimento do estado. Jalser Renier fez um histórico da descoberta do desfalque de cerca de R$ 20 mil do PSDB e a comprovação, mediante o fornecimento, pelo Banco do Brasil, de cópias de cheques sacados por Gerson Denz, que comprovariam a apropriação indébita do dinheiro pelo ex-colaborador do PSDB.

Por sua vez, o deputado Rodrigo Jucá pontuou que nem tudo o que a imprensa publica deve ser tomado como verdade. E fez alguns questionamentos: “porque a Veja resolveu publicar uma matéria sem provas? Quem pagou a passagem do repórter Hugo Marques a Boa Vista? Quem promoveu o encontro de Gerson Denz com o repórter da revista nacional? Os deputados deixaram clara a sua crença de que houve a participação de terceiros na produção da matéria de Veja.

Seguindo o tom dos discursos anteriores, a deputada Aurelina Medeiros afirmou conhecer bem Gerson Denz e disse que custou a acreditar que ele tenha se prestado ao papel de fazer a denúncia a Veja. Ela observou que o PSDB deixou de receber recursos do fundo partidário e perdeu tempo de horário gratuito na televisão em decorrência de pendências contábeis provocadas pelo desfalque de dinheiro que teria sido feito por Denz nas finanças do partido. “Foi sacado o dinheiro e as  contas do partido não foram pagas”, afirmou a deputada.

O discurso mais veemente, no entanto, partiu do deputado Janio Xingu, que afirmou ter sido montada na Assembleia Legislativa “uma quadrilha que é financiada por um determinado gabinete para fazer armações contra deputados da situação e agora mais essa contra o governador”.

Xingu disse já ter sido vítima da tal “quadrilha” e citou o caso de uma matéria, também publicada na Veja e que teria tido o objetivo de prejudicar o deputado Rodrigo Jucá, e que teria sido produzida a partir do esquema ao qual ele se referiu. Na época da publicação da matéria, surgiu a comprovação de que as informações partiram de assessores da Casa. Para Janio Xingu, “a fonte pagadora” da matéria que está na Veja desta semana é a mesma. “Denúncias levianas qualquer deputado pode produzir”, afirmou Xingu.

O deputado disse que vai voltar à tribuna posteriormente para citar o nome das pessoas que, segundo ele, fazem parte da “quadrilha” quem tem produzido as “armações” contra os deputados e contra o governador José de Anchieta. “Nós não vamos aceitar esse tipo de armação aqui”, afirmou. Ele disse que a presidência da Assembleia precisa tomar providências quanto à situação. O presidente da Casa, Chico Guerra, afirmou desconhecer a existência de uma quadrilha na Assembleia e pediu que o deputado Xingu esclareça sua afirmação, citando os nomes das pessoas que compõem a “quadrilha”.

Senac forma novo banco de currículos para instrutores

O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac/RR) está recebendo currículos de professores nas áreas de Administração, Contabilidade, Economia, Secretariado ou profissional de nível superior para ministrar aula nos cursos de Almoxarife, Agente de Informações Turísticas, Auxiliar Administrativo, Recepcionista, Auxiliar de Tesouraria, Auxiliar de Crédito e Cobranças, Auxiliar de Pessoal, Assistente de Programação e Operador de Telemarketing.

 Os currículos devem ser entregues, até o dia 9 de novembro, na Central de Atendimento ou na Coordenação de Gestão e Negócios do Senac da Av. Major Williams, 2084, bairro São Francisco. O Senac ressalta que banco de currículos para instrutores não possui vínculo empregatício e que os profissionais escolhidos serão chamados de acordo com a necessidade de abertura de novas turmas do Pronatec. Informações pelo telefone 2121-1901.

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