terça-feira, 6 de abril de 2010

Greves, perdas sociais e jogo político

Logo mais às 8h00 os professores estaduais vão para a Praça do Centro Cívico protestar [mais uma vez] contra as condições precárias de trabalho e o não atendimento aos seus direitos remuneratórios, como o pagamento de progressões horizontal e vertical e a devolução de gratificações retiradas de alguns docentes. Será uma paralisação de advertência. No período da tarde, os policiais civis se reúnem em assembléia para deliberar sobre quais procedimentos serão adotados no que dis respeito a reivindicações semelhantes. Os policiais reclamam de delegacias em estado precário, viaturas sucateadas, não pagamento de diárias e a não concessão de promoções. Na quinta-feira (8), os médicos também devem fazer uma paralisação das atividades, conforme nota publicada na imprensa local na quinta-feira passada. O quadro não é bom e deve inquietar governo e sociedade. O primeiro, devido às perdas políticas que podem vir dessas manifestações. A segunda pelas perdas sociais, resultantes do funcionamento precário de serviços essenciais, coisa que sempre acontece nessas ocasiões. O governo tem se mostrado pouco hábil na resolução desses problemas. Diria mesmo perdido. Por outro lado, fica no ar a suspeita de que esses movimentos tenham a intenção de fragilizar uma administração estadual já combalida pela sua própria incompetência.

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