terça-feira, 2 de dezembro de 2008

A aparente frustação de Noblat

É impressão minha ou o jornalista Ricardo Noblat ficou tristinho com a condenação do banqueiro mafioso, Dainel Dantas imposta pelo juiz Fausto de Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo?

Leia o seguinte trecho do comentário do jornalista

O delegado Protógenes Queiroz, afastado da Operação Satiagraha, deve estar feliz como pinto no lixo. O relatório do delegado que o substituiu no comando da operação em pouco ou em nada diverge do dele. Trata-se praticamente do mesmo relatório reescrito. Leia mais em Satiagraha: Justiça condena Daniel Dantas a 10 anos de prisão por corrupção ativa.

Depois leia o post completo e tire suas conclusões.

Meio ambiente, cidadania e desenvolvimento

A Constituição Federal de 1988, chamada de Carta Cidadã, instituiu os plebiscitos e as audiências públicas como forma de se ouvir a população sobre temas que podem ter influência decisiva em sua vida.

Infelizmente, passados 20 anos da promulgação da Carta Magna, o povo brasileiro ainda não aprendeu a fazer uso desses instrumentos que materializam o conceito subjetivo de cidadania. Cidadania deve ser mais que uma palavra simpática, cheia de simbologia, catalogada no dicionário. Cidadania é algo que só tem valor se praticado efetivamente. Do contrário, não passa de um verbete para o qual se atribui significados que se tornam insignificantes, por não serem postos em prática.

Ocorreu-me escrever sobre isso agora devido às reflexões que tenho feito sobre a participação da sociedade roraimense nas audiências públicas realizadas pelo Comitê Gestor da Secretaria de Planejamento do Estado e a Comissão Externa Especial da Assembléia Legislativa de Roraima para discutir o projeto de Zoneamento Econômico Ecológico no interior de Roraima.

Na maioria das rauniões a presença das pessoas foi muito pequena. Um projeto de Zoneamento Econômico Ecológico para a população de um estado amazônida como Roraima é algo muito importante. Afinal, a região vive às voltas com a degradação ambiental, ocasionada pela gana de lucro a qualquer custo sem se levar em conta os danos que se pode causar ao meio ambiente.

O mais preocupante ainda é que boa parte dos poucos participantes das audiências públicas é totalmente adepta do pensamento, segundo o qual o que importa é produzir sem dar muita trela para os impactos ambientais que o desmatamento desordenado pode causar. Qualquer texto ou legislação que busque proteger minimamente o meio ambiente é logo visto como contrário aos interesses de desenvolvimento do estado.

Viajar Roraima de ponta a ponta como fiz esses dias, me deu a noção do quanto o meio ambiente precisa ser protegido por aqui. As paisagens exuberantes que pude apreciar durante dias a fio podem desaparecer em breve, caso os interesses que defendem o lucro a qualquer custo não sejam freados. O pior de tudo é perceber que ainda há quem não queira aceitar a tese de que as mudanças climáticas registradas mundo a fora, promovendo catástrofes ambientais é tudo fruto do desrespeito a natureza. Fica aqui o registro.

PS - Um alerta ao Ibama: madeireiros estão praticando o transporte de madeira ilegal na calada da noite. Enquanto voltávamos do sul do estado de Roraima, nos deparamos com um caminhão carregado de toras de madeira. O responsável pelo carregamento aproveitava-se do breu da noite para escapar do cerco da fiscalização.
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