quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Pesquisador critica discurso que prega preconceito contra índios

A crítica feita pelo jornalista Bernadino Netto de que a imprensa da Amazônia cobre mal a região faz sentido. Geralmente as pautas sobre os problemas e assuntos locais são muito superficiais. Isso gera o desconhecimento da região pelos próprios povos amazônidas e mais ainda pelo restante do país.
Em entrevista à Revista Imprensa, no final do mês de setembro, o jornalista Ulisses Capozolli, editor da Scientific American Brasil e mestre e doutor em Ciências pela USP,diz que além de todos os problemas enfrentados pela região ainda há o discurso segundo o qual "índio bom é índio morto" que também passa despercebido pelos brasileiros das demais regiões. Reproduzi abaixo um trecho da entrevista que Capozolli deu à Imprensa.
"A Amazônia é desconhecida há muito. O desconhecimento que se tem, no Centro-Sul, em relação à Cabanagem, por exemplo, é uma amostra disso. De qualquer maneira, neste momento, há um acelerado processo de urbanização em toda a Amazônia. E há também uma corrida por ocupação totalmente irregular de terras, sem qualquer amparo na lei. Ao contrário disso, pelo completo arrepio à lei. O caso da reserva Raposa Serra do Sol, nas manchetes dos jornais, é um exemplo disso. Vozes conservadores e ou mal intencionadas costumam dizer que reconhecer as terras indígenas é uma forma de internacionalizar a Amazônia (os índios seriam manipulados do exterior). Mas o fato é que as terras indígenas são terras da União e isto está escrito na Constituição. Essa gente se esquece, convenientemente, de dizer que as etnias que ocupam agora a reserva Raposa Serra do Sol têm ancestrais que defenderam as terras do Brasil contra pretensões inglesas, por exemplo. Em resumo: na Amazônia, neste momento, se joga um jogo pesado e desonesto, guiado pelo despotismo político e econômico. Em Boa Vista, capital de Roraima e em outras regiões, há um discurso sem meias palavras de que "índio bom é índio morto". Talvez o resto do país, o Sudeste, especialmente, não saiba disso".
Vale a pena ler a íntegra da entrevista.

Jornalista de "O Liberal" diz que imprensa cobre mal a Amazônia

Ontem à noite participei de uma oficina muito interessante sobre "Imprensa na Amazônia - História e Identidade", ministrada pelo jornalista Bernardino Ferreira dos Santos Netto, colunista do jornal “O Liberal”, de Belém. Gosto muito de estudar a história da imprensa das regiões por onde passo. E já estou há quase sete anos morando aqui na Amazônia, mais precisamente em Roraima.
Na sua oficina, Bernardino Netto disse que os jornais e jornalistas da Amazônia não estão cobrindo devidamente a região. O colunista afirmou que falta um projeto da imprensa local para cobrir a Amazônia, que fuja do lugar comum da grande floresta, apontada como o "pulmão do mundo".
Bernardino Netto apontou como uma das consequências do desconhecimento da Amazônia o que ele chamou de "invasão cultural" sofrida pela região nos início do século XX, período áureo da cultura da borracha. Isso, segundo ele, refletiu na forma como a imprensa local passou a tratar os assuntos da região.
O jornalista citou exemplos de jornais antigos do Acre que eram escritos em inglês e francês, como é o caso de The Porto Velho Times e o Porto Velho Currier, que são uma demonstração do olhar estrangeiro para a região desde tempos remotos. “Essa é uma demonstração da invasão cultural que sofremos”, frisou.
Bernardino diz que é preciso que a imprensa amazônida desenvolva uma forma de melhor divulgar as riquezas culturais e econômicas da Amazônia sem se prender ao viés pré-concebido da grande imprensa, cujos enviados especiais ainda pensam que vão encontrar índios andando nus pelas ruas das cidades ou jacarés famintos transitando pela calçadas.
“Nós precisamos divulgar melhor a Amazônia. Temos que dizer quem somos, o que queremos, quais os nossos sonhos e anseios, para onde queremos ir”, pregou. O jornalista disse que da forma como a Amazônia é comumente retratada região vai acabar perdendo a sua identidade.
Porém, a opinião mais polêmica manifesta por Bernardino Netto diz respeito à proposta de independência da Amazônia, que fora objeto de um projeto apresentado na Câmara Federal pelo então deputado federal Júlio Viveiro. O parlamentar propunha a independência da Amazônia e construção de uma nação soberana. Bernardino Neto disse concordar com a idéia e acredita mesmo que o desmembramento da Amazônia do restante do Brasil teria sido bastante positivo para a região.
“A amazônia independente seria algo positivo, afinal temos cultura e costumes diferentes de todo o restante do país”, opinou. Certamente a opinião do colunista de "O Liberal" vai causar certa polêmica por aqui, onde vozes se levantam constantemente para denunciar as "tentativas de internacionalização da Amazônia".

Comando da PM precisa mudar

Está mais do que claro que o coronel Márcio Santiago não serve para ser comandante da Polícia Militar de Roraima.
O que o governador Anchieta Júnior (PSDB) está esperando para destitui-lo do cargo e nomear algum outro oficial com mais preparo e serenidade para exercer a função?

Comandante da PM de Roraima é preso por agressão em Brasília

Não é à toa que existe um movimento silencioso (ou nem tanto) na Polícia Militar de Roraima, cujo objetivo é derrubar o atual comandante da corporação, coronel Márcio Santiago de Morais.

Responsável por cuidar da corporação que deve passar uma sensação de segurança para a população, Márcio Santiago vive envolto em casos de violência e agressões. Vários são os processos abertos contra ele na Corregedoria da Polícia Militar de Roraima.

Como se não bastasse isso, o comandante Santiago acabou sendo preso ontem em Brasília, apresentando sinais de embriaguês, após agredir um comerciante que reclamou do fato dele estar urinando em via pública.

"O comandante da Polícia Militar do estado de Roraima, coronel Márcio Santiago de Morais, 49 anos, foi detido na noite desta quarta-feira (29/10) após protagonizar uma confusão que terminou em agressão, no shopping Pátio Brasil, no Setor Comercial Sul.

O incidente começou após o comerciante Paulo Rogério Luz Ferreira, 41 anos, ter reclamado enquanto o coronel urinava em área pública, no lado externo do shopping. Morais foi tirar satisfação e esmurrou o carro de Ferreira, que saiu do veículo para tirar satisfações. Apresentando sinais de embriaguez, o coronel agrediu fisicamente o comerciante. Ferreira correu para o interior do shopping e foi seguido por Morais".

Leia a matéria completa do Correio Braziliense clicando neste link: http://www.correiobraziliense.com.br/html/sessao_13/2008/10/30/noticia_interna,id_sessao=13&id_noticia=44614/noticia_interna.shtml.
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