quinta-feira, 24 de julho de 2008

Roraima soma 47 pedidos de impugnação de candidaturas

A Justiça Eleitoral de Roraima registrou até agora um total de 47 ações de impugnação de candidaturas contra postulantes as cargos de prefeito e vereador nas eleções 2008. Na 2ª Zona Eleitoral (ZE) foram impetrados 12 pedidos de impugnação. Onze pedidos foram propostos pelo Ministério Público Eleitoral e um pela Coligação “Justiça Trabalho e Progresso”. Por sua vez, a 3ª ZE teve um total de 14 ações. Doze foram propostas pelo MPE, uma pela Coligação “Alto Alegre, A Luta Continua” e outra pela “Coligação Liberdade e Luta”. A 4ª Zona Eleitoral registrou 11 ações de impugnação, sendo 10 propostas pelo MPE, uma pela Coligação “Unidos Venceremos". Com as dez ações de impugnação apresentadas pelo Ministério Público na 1ª Zona Eleitoral de Boa Vista, totalizam 47 as ações de impugnção contra candidatos que concorrem ao pleito deste ano. O prefeito de Boa Vista e candidato à reeleição, Iradilson Sampaio (PSB) é alvo de uma ação de impugnação de candidatura. Ele é acusado de homicídio triplamente qualificado.

Confira a lista com o nome dos candidatos que são alvo de ações de impugnação


2ª ZONA ELEITORAL
IRACEMA

Candidato a prefeito: Joaquim de Freitas Ruiz (PSDB)
Impugnante: Ministério Público Eleitoral
Fundmento: Uma Execução Fiscal movida pela Fazenda Nacional, uma Execução de Título Extrajudicial, uma Ação Civil Pública/falta de condições de elegibilidade implícita (moralidade)


Candidato a Prefeito: Bernardino Alves Cirqueira (PMDB)
Impugnante: Ministério Público Eleitoral
Fundmento:Uma Execução Fiscal movida pela Fazenda Nacional, uma Execução de Título Extrajudicial, uma Ação Civil Pública/falta de condições de elegibilidade implícita (moralidade)


Candidato a vereador: Agnaldo Almeida Silva (PR)
Impugnante: Ministério Público Eleitoral
Fundamento: Ação de Crime Eleitoral/falta de condições de elegibilidade implícita (moralidade)


Candidato a vereador: Josué Lima Pereira (PRB)
Impugnante: Ministério Público Eleitoral
Fundamento: Ação de Crime Eleitoral/falta de condições de elegibilidade implícita (moralidade)


Candidato a vereador: Willys Leal Costa (PPS)
Impugnante: Ministério Público Eleitoral
Fundamento: Ação de Crime Eleitoral/falta de condições de elegibilidade implícita (moralidade)

Candidato a vereador: Jairo André Ribeiro Sousa (PP)
Impugnante: Ministério Público Eleitoral
Fundamento: Ação de Crime Eleitoral/falta de condições de elegibilidade implícita (moralidade)


CARACARAÍ
Candidato a prefeito:Antônio da Costa Reis (PRB)
Impugnante: Ministério Público Eleitoral e Coligação “Justiça, Trabalho e Progresso”
Fundamento: Dois Inquéritos Policiais, cinco Ações Civis Públicas por Improbidade Administrativa, Duas Execuções Fiscais movidas pela Fazenda Nacional, Contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado, uma Ação Civil Pública, Condenação por desacato na Justiça Estadual/falta de condições de elegibilidade implícita (moralidade)

Candidato a prefeito: Antônio Eduardo Filho (PR)
Impugnante: Ministério Público Eleitoral
Fundamento: Ausência das certidões da Justiça Estadual e Federal


Candidato a vereador: Raimundo Nonato Brandão (PSC)
Impugnante: Ministério Público Eleitoral
Fundamento: Contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado, Execução Fiscal/falta de condições de elegibilidade implícita (moralidade).


Candidato a vereador: Júlio César Reis Silva (PSDB)
Impugnante: Ministério Público Eleitoral
Fundamento:Inquérito Policial Federal por Crime Eleitoral/falta de condições de elegibilidade implícita (moralidade)


Candidato a vereador: Maria da Conceição Silva Ventura (PSDB)
Impugnante: Ministério Público Eleitoral
Fundamento: Seis Execuções Fiscais/falta de condições de elegibilidade implícita (moralidade)


3.ª ZONA ELEITORAL
ALTO ALEGRE

Candidato a Prefeito: Nertan Ribeiro Reis
Coligação: “Juntos Para Vencer” (PSB/PRP)
Impugnantes: MPE e Coligação “Alto Alegre A Luta Continua”.
Fundamento: Duas prestações de contas julgadas e rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado – TCE, Ação de Exibição de Contas, Ação de Ressarcimento de Danos, Ação Civil Pública Por Ato de Improbidade proposta pelo Ministério Público.


Candidato a Vereador: Dilezio Borges Teixeira
Coligação: “Alto Alegre Rumo a Vitória (PR/PSDB/PMDB)
Impugnante: MPE
Fundamento: Ação Criminal na Justiça Estadual
Falta de condições de elegibilidade implícita (moralidade)


BONFIM
Candidato a Prefeito: Paulo Francisco da Silva
Coligação: “Unidos Por Bonfim”
Impugnante: MPE
Fundamento: Duas contas julgadas e rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado – TCE, cinco Ações Civis Por Ato de Improbidade propostas pelo Ministério Público Federal e duas ações de Execução Fiscal movidas pela Fazenda Nacional.


CANTÁ
Candidato a Prefeito: Paulo de Souza Peixoto
Coligação: ”Unidos Pelo Progresso (PSDB/PT/PC DO B/PR/DEM/PRTB/PTB/PPS/PTN)
Impugnantes: MPE e “Coligação Liberdade e Luta” (PMDB/PSC/PV/PSB)
Fundamento: Três contas julgadas e rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado e quatro Ações Civis Por Ato de Improbidade Administrativa proposta pelo Ministério Público Federal, ação de execução fiscal.


Candidato a Vereador:Inocêncio Maranhão
Coligação: ”Trabalhando Pelo Progresso (PTB/PPS/PTN)
Impugnante: MPE
Fundamento: duas contas julgadas e rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado.

Candidato a Vereador: Amazonas Antônio de Araújo
Coligação: “Juntos Pelos Ideais” (PMDB/PV/PSC/PSB)
Impugnante: MPE
Fundamento: Cinco ações de execução de fiscal proposta pela Fazenda Nacional e Ação Penal proposta pelo Ministério Público Federal
Condição de inelegibilidade implícita (moralidade)


Candidato a Vereador: Nilmar Lima Guimarães
Coligação: “Apoiando o Progresso” (PR/DEM/PRTB/PRP)
Impugnante: MPE
Fundamento: Contas julgadas e rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado – TCE.


Candidato a Vereador: Francisco Bosco Feitosa
Coligação: “Juntos Pelos Ideais” (MPDB/PV/PSC/PSB)
Impugnante: MPE
Fundamento: Ação Civil Pública de Ressarcimento ao Erário proposta pelo Ministério Público Federal.

NORMANDIA
Candidato a Prefeito: Orlando Oliveira Justino
Coligação: “ Normandia de Todos Nós” ( PR/PTB/PSDB/DEM)
Impugnante: MPE
Fundamento: Duas contas julgadas e rejeitadas irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado – TCE e Ação Civil Pública Por Ato de Imobilidade proposta pelo Ministério Público Federal.

Candidato a Prefeito: Afonso Nivaldo de Souza
Coligação: “União Por Normandia” (PP/PHS/PMDB/PT)
Impugnante: MPE
Fundamento: Duas contas julgadas e rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado – TCE.


Candidato a Vice-Prefeito: Idelmo de Pinho Rodrigues
Coligação:” União Por Normandia” (PP/PHS/PDMB/PT)
Impugnante: MPE
Fundamento: Contas julgadas e rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado – TCE.


Candidato a Vereador: Altamir Lira de Queiroz
Coligação: “A União é Preciso” (PP/PHS/PMDB/PT)
Impugnante: MPE
Fundamento: Ação Civil Pública Por Ato de Improbidade Administrativa proposta pelo Ministério Público Federal
Condição de inelegibilidade implícita (moralidade)

4.ª ZONA ELEITORAL
SÃO JOÃO DA BALIZA

Candidato a prefeito: Maria Lúcia Cavalcante Muniz
Motivo/Fundamento: Responde a processo criminal/(falta) Moralidade da vida pregressa
Impugnante: MPE e coligação “Unidos Venceremos


Candidato a vereador: José Aires Teixeira
Motivo/Fundamento: Responde a processo criminal/(falta) Moralidade da vida pregressa
Impugnante: Ministério Público Eleitoral


Candidato a vereador: Valécio Rodrigues da Silva
Motivo/Fundamento:Responde a processo criminal/(falta) Moralidade da vida pregressa
Impugnante: Ministério Público Eleitoral


SÃO LUIZ DO ANAUÁ
Candidato a prefeito: Edson Pereira Leite
Motivo/Fundamento: Contas reprovadas pelo TCE
Impugnante: Ministério Público Eleitoral


Candidato a vereador: Dilson Francisco Rodrigues
Motivo/Fundamento: Responde a processo criminal/(falta) Moralidade da vida pregressa
Impugnante: Ministério Público Eleitoral


Candidato a vereador: Edmilson Lojor Ribeiro
Motivo/Fundamento: Responde a processo criminal/(falta) Moralidade da vida pregressa
Impugnante: Ministério Público Eleitoral


RORAINÓPOLIS
Candidato a prefeito: José Reginaldo de Aguiar
Motivo/Fundamento: Improbidade administrativa
Impugnante: Ministério Público Eleitoral


Candidato a vereador: Geraldo Maria da Costa
Motivo/Fundamento: Responde a processo criminal e contas rejeitadas pelo TCE /(falta) Moralidade da vida pregressa
Impugnante: Ministério Público Eleitoral


Candidato a vereador: Irondina Gonçalves Martins
Motivo/Fundamento: Contas reprovadas pelo TCE
Impugnante: Ministério Público Eleitoral


CAROEBE
Candidato a vereador: José Roberto Setúbal Sousa
Motivo/Fundamento: Responde a processo criminal/(falta) Moralidade da vida pregressa
Impugnante: Ministério Público Eleitoral

De acordo com a Resolução do TSE n.º 22.717, que dispõe sobre a escolha e registro de candidatos nas eleições municipais de 2008, a partir da data em que terminar o prazo para impugnação, passará a correr, após notificação, o prazo de 7 DIAS para que o candidato, o partido político ou a coligação possam contestá-la, juntar documentos, indicar rol de testemunhas e requerer a produção de outras provas, inclusive documentais, que se encontrarem em poder de terceiros, de repartições públicas ou em procedimentos judiciais ou administrativos, salvo os processos que estiverem tramitando em segredo de justiça (LC n.º 64/90, art. 4º).
 
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral

Eduardo Bueno: contando história com humor

Eduardo Bueno, o Peninha, é um gozador. Escritor de estilo invejável, Bueno sabe falar de coisas sérias de uma forma totalmente escrachada, cheia de humor. Gaúcho, gremista "roxo", jornalista, historiador, tradutor e editor, sua próxima aventura será contar um pouco sobre Roraima pelo viés da geografia. Deve escrever um livro sobre o Monte Caburaí. Foi o que ele antecipou ontem em palestra impagável na Faculdade Cathedral, em Boa Vista (RR). Bueno veio a Roraima participar do Laboratório do Escritor, projeto que já rodou outras capitais brasileiras sob patrocínio do Banco do Brasil.

O tema da palestra deveria ter sido "Processo Criativo", mas Eduardo Bueno acabou falando sobre mercado editorial, história do Brasil, política, futebol e... "processo criativo". Disse que optou pela carreira de escritor historiador pelo fato de que o material do jornal é efêmero. "O jornal do dia seguinte já não interessa mais a quase ninguém". Depois emendou: "interessa a mim, como historiador".

Ao se decidir por recontar a história do Brasil (que é muito mal contada nos livros didáticos com seus erros e omissões absurdas), Bueno diz que buscou lançar um olhar na história pelo viés jornalístico. Daí a leveza do seu texto. O que fez Eduardo Bueno se interessar por escrever livros de história foram, segundo ele conta com um senso de humor incrível, as torturantes aulas ginasiais no Colégio Anchieta em Porto Alegre.

Ele não poupa críticas à forma como se ensina História na escola até hoje. Diz que o colégio poderia ser "o começo de uma experiência transcendente, mas não é". Bueno traz consigo - revelada pela sua prática de historiador - a certeza de o conhecimento está ao ar livre e é muito mais dinâmico do que o repassado aos estudantes na sala de aula. Foi viajando, conversando, refazendo caminhos, reconstruindo fatos relatados pela metade ou omitidos pela história oficial contada nos livros didáticos que Eduardo Bueno fez a sua "fama e fortuna", como ele costuma dizer em tom de deboche.

Definindo-se como "um cara ligado à cultura pop", Bueno tem a convicção de que para que os livros de histórias sejam agradáveis é preciso encantar e seduzir o leitor. "Quando você ler um livro de história e não entender nada, a culpa é do escritor e não sua. A leitura tem que ser prazerosa", afirma. Para ele, o momento de escrever ainda é árduo e solitário. Diz que escreve melhor à noite e... bebendo. Ele comanda todo o processo de produção do livro: escreve, diagrama, edita, ilustra, legenda. "Por isso os meus livros são muito editados", afirma.

Eduardo Bueno não fala. Ele tem convulsão verbal. Mas não cansa o ouvinte. Pelo contrário. Encanta. A figura excentrica do quadro "É muita história", do Fantástico (Rede Globo), é ainda mais excêntrica pessoalmente. Inquieto, cheio de trejeitos gaúchos, fala extremamente articulada e rápida, Bueno teria, sim, que ser contador de história. É uma espécie de humorista das palavras. Um showman das letras. Por isso mesmo ele tem sido alvo de críticas diversas por parte de acadêmicos empolados, que não gostaram da forma como ele recontou a história do país. "Mas eu estou cagando pra eles", diz.

Na avaliação do escritor, é a Internet está contribuindo para o surgimento de novos talentos literários apesar de ponderar que ainda tem muito material rasteiro na rede mundial de computadores. Ele diz que tem blogs de baixíssima qualidade literária na web, mas, por outro lado reconhece ser "maravilhoso que os blogs estejam disponíveis". Bueno Guarda diz acreditar que a qualidade do que é escrito na Internet vai melhorar, ainda que continue sendo publicado muita coisa sem valor.

Lá pelas tantas, perguntaram a Bueno sobre o papel da imprenssa como legitimadora dos interesses do econômico brasileiro. Para o historiador "a imprensa brasileira tem muitos e sérios defeitos, mas num país con como o Brasil que tem tantos problemas a imprensa é o menor". O papo com Eduardo Bueno ainda duraria alguns minutos. Terminou com ele dizendo. "Só acreditem no que eu escrevo". Depois, foi cercado por fãs que queriam o seu autógrafo. Fim de noite. Vale a pena.

Imagem: Revista VIP
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