A interminável novela da prisão de Neudo Campos

Essa história da prisão de Neudo Campos está começando a se assemelhar a uma grande comédia pastelão.

Índios decidem pela permanência de Pacaraima

Numa assembleia que durou três dias, os índios da Terra Indígena São Marcos concordaram em deixar Paracaima onde ele está.

Roraima deverá ser varrido por ações de combate à corrupção

De acordo com o coordenador do GAECO, as ações de combate à corrupção que varrem o Brasil também vão chegar a Roraima.

Jucá contrata empresa de amigo com verba de gabinete

A empresa Norte Produções Ltda pertence ao publicitário Hemetério Pires Costa Júnior, que é ex-marido da atual mulher de Jucá.

Operação Cartas Marcadas desmonta esquema de corrupção na Assembleia

Uma verdadeira linha de montagem de processos de licitação havia sido montada na CPL da Assembleia Legislativa de Roraima.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

A interminável novela da prisão de Neudo Campos

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A defesa de Neudo Campos conseguiu anular sua transferência para a carceragem da PF em Pacaraima

Essa história da prisão de Neudo Campos está começando a se assemelhar a uma grande comédia pastelão. Um filme B bem à moda latina.

Primeiro, os agentes da Polícia Federal são “engabelados” inúmeras vezes por agentes públicos que ajudam Neudo a se esconder a cada novo mandado de prisão expedido pela Justiça Federal.

Nesse meio tempo, Neudo consegue um habeas corpus para se livrar da prisão temporariamente por duas vezes.

Depois, a PF desmonta o esquema armado para tentar facilitar a fuga do ex-governador de Roraima para a Venezuela. Como se sabe, havia policiais militares envolvidos.

Esquema desmontado e sem chance de fuga, Neudo se entrega.

Diante da notícia de sua possível transferência para um presídio de segurança máxima no Mato Grosso do Sul, Neudo Campos passa mal e vai parar no hospital.

Os procuradores da República desconfiam de que tudo não passa de um “migué” e pedem a vinda de uma junta medida para periciar o ex-governador.

Após dias de internação, a Justiça Federal determina a transferência de Neudo para a carceragem da Polícia Federal em Pacaraima. Logo ali, bem pertinho da fronteira.
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Jucá contrata empresa de amigo com verba de gabinete

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O senador Romero Jucá é acusado de contratar empresa de ex-funcionário do seu gabinete com verba parlamentar

As denúncias contra o senador Romero Jucá não param de surgir.

Agora veio à tona a história acerca da contratação da empresa Norte Produções Ltda, sediada aqui em Boa Vista, para a criação de vídeos de prestação de contas do gabinete de Jucá.

Criada em 2006, a Norte Produções pertence – segundo os documentos publicados pelo UOL – ao publicitário Hemetério Pires Costa Júnior, que é o ex-marido da atual mulher de Jucá, Roselene Brito (a Rose)

Segundo o Portal UOL, o senador roraimense usou R$ 199 mil de sua cota parlamentar para pagar a empresa de publicidade de Hemetério Pires, que na matéria é tratado como “um amigo que trabalhou em seu gabinete”

Hemetério, um grande profissional, diga-se de passagem, foi nomeado por meio dos chamados atos secretos, atos administrativos realizados na gestão de José Sarney (PMDB-MA), como presidente do Senado, que não eram divulgados ao público.

As informações acerca dos pagamentos estão disponíveis no Portal da Transparência do Senado. O UOL diz que as informações foram confirmadas pela assessoria de imprensa de Jucá e por seu advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.

A legislação que rege a utilização da cota parlamentar proíbe os senadores de usar esses recursos para contratar bens ou serviços oferecidos por empresas que pertençam aos parlamentares ou a parentes até o terceiro grau.

Não existe, no entanto, proibição para a contratação de empresas que pertençam a ex-funcionários ou amigos do parlamentar.

Só lembrando que o escândalo dos atos secretos de Sarney veio à tona em 2009 e atingiu em cheio o então presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Estes eram atos administrativos que criavam cargos e aumentavam as despesas e que não eram divulgados publicamente, por isso o nome "secretos".

Leia a matéria completa no Portal UOL
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domingo, 19 de junho de 2016

Assembleia Legislativa, uma casa marcada pela corrupção

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Ao longo dos anos, a Assembleia Legislativa de Roraima tem sido alvo de diversas operações para desbaratar esquemas de corrupção

A Assembleia Legislativa de Roraima tem se revelado ao longo dos anos um verdadeiro antro de corrupção.

Falo isso com tristeza e, desde já, abro as honrosas exceções, pois sei e conheço pessoas sérias, honestas e trabalhadoras que exercem sua função há anos naquela Casa.

Vira e mexe é desbaratado um esquema que ora envolve parlamentares (caso gafanhotos) ora servidores (Operação Cartas Marcadas).

Em 2003 aquele poder foi alvo da Operação Praga no Egito, que desmontou um dos maiores escândalos de corrupção do Brasil, envolvendo diversos deputados, inclusive o hoje presidente da Casa, Jalser Renier (SD).

Na semana passada, o agora ex-deputado Chico Guerra perdeu o mandato e está proibido de assumir qualquer caro ou função pública em decorrência de condenação por sua participação no “caso gafanhotos”.

O presidente da Casa, Jalser Renier, está com o mandato por um fio pelo mesmo motivo. A Justiça Federal aponta Jalser como um dos principais beneficiários do “escândalo dos gafanhotos”.

Também na última semana a sede do Poder Legislativo Estadual foi alvo de uma operação do GAECO, exatamente a “Cartas Marcadas” que desmontou um esquema de fraude em licitações.

Os diretores financeiros, administrativo e da CPL entre outros servidores foram presos por ter montado um esquema de corrupção para fraudar processos de licitação que desviou milhões em recursos públicos desde 2013.

Na última sexta-feira, o Tribunal de Justiça despachou comunicado à imprensa informando que quatro servidores da Assembleia Legislativa foram afastados do cargo por receberem diárias por viagens nunca feitas.

Eles simulavam viagens que nunca aconteciam e recebiam o bônus para custear as despesas do deslocamento fantasma.

Como se pode ver, a corrupção vai dos mais altos cargos até os mais simples.

Infelizmente, o poder de onde emanam as leis que implicam diretamente na vida da população tem sido usado por pessoas inescrupulosas, cujo único objetivo é enriquecer à custa do erário.
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sexta-feira, 17 de junho de 2016

Índios decidem pela permanência de Pacaraima

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Em assembleia geral que durou três dias o indígenas da Terra São Marcos decidiram pela permanência de Pacaraima onde ele está. Assim termina uma polêmica de quase três décadas

A polêmica se arrasta por mais de duas décadas e somente agora, após assembleia geral que durou três dias (15, 16 e 17 de junho) na Comunidade Boca da Mata, mais de 800 índios decidiram pela permanência do município de Pacaraima, que faz divisa com a Venezuela e está na extensão territorial da Terra Indígena São Marcos, ao norte de Roraima, reconhecida e homologada desde 1991, pelo Governo Federal.

A decisão reforça o posicionamento do Governo do Estado em manter o município na Terra Indígena, considerando os quase mil estabelecimentos comerciais, estrutura institucional (Exército, universidade, bancos, Prefeitura, Câmara de Vereadores e órgãos públicos) e os mais de 10 mil moradores, conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Só este ano, a governadora Suely Campos (PP) esteve duas vezes em Brasília para dialogar com o STF (Supremo Tribunal Federal), onde tramita desde 2010 a Ação Civil Ordinária 499-2, de autoria da Funai (Fundação Nacional do Índio), que pede a exclusão do município de Pacaraima da Terra Indígena São Marcos, com consequente retirada dos não-índios.

Antes de chegar à condição de município, Pacaraima era conhecida como vila de BV-8, por ter nascido no entorno do marco BV-8, a partir da demarcação da fronteira com a Venezuela feita pelo Exército Brasileiro, transformando-se no portal de entrada para o Brasil, no extremo Norte.

O chefe da Casa Civil, Oleno Matos, que representou a governadora no encerramento da Assembleia, nesta sexta-feira, disse que a decisão dos povos indígenas das terras São Marcos e parte da Raposa Serra do Sol é um momento marcante para a história do município de Pacaraima.

“Levaremos a decisão dos indígenas e mostraremos a todos os ministros do STF que é possível uma convivência harmônica entre índios e não-índios”, disse Matos, ao afirmar que a gestão atenderá às reivindicações que cabem ao governo estadual feitas pelas comunidades durante a assembleia geral. “Nós não temos dois lados, somos do mesmo lado”, rebateu Matos.

A DECISÃO – Ao todo, 72 comunidades indígenas estão envolvidas na discussão sobre a extinção de Pacaraima. Apenas 10 não foram ouvidas pelos membros da Comissão de Lideranças pela dificuldade de acesso, que se dá somente via aérea ou dias de caminhada.

A presidente da Comissão, professora Diva Freitas, disse que antes da assembleia foram 72 dias de consulta às comunidades indígenas da região.

Esse diálogo resultou na decisão unanime pela permanência do município de Pacaraima, porém, com algumas condições, dentre elas a delimitação do perímetro urbano do município, construção de um aterro sanitário, reflorestamento de áreas devastadas em nascentes de rios e igarapés, além de compensação continuada pelo Governo Federal na ordem de R$ 2 milhões ao ano.

O documento contendo todas as condições, assinado pelas lideranças indígenas das 60 comunidades da região será entregue à governadora na próxima semana. O mesmo material será levado por uma comissão aos 11 ministros do STF, senadores e outras autoridades.

“Erramos no começo, quando queríamos a retirada do município, mas hoje reconhecemos o nosso erro e decidimos por manter Pacaraima”, enfatizou Diva Freitas.


Classe política apoia decisão de indígenas

Presentes na Assembleia Geral, a senadora Ângela Portela (PT), o deputado estadual Brito Bezerra (PP) e o vice-prefeito de Pacaraima, Jonas Marcolino (PP), discursaram em apoio à decisão dos povos indígenas em manter o município na Terra Indígena São Marcos.

“Eu não posso deixar de reconhecer o envolvimento da governadora Suely Campos nessa questão que se arrasta há muitos anos”, disse Ângela, que acompanhou a governadora nas duas reuniões com ministros do STF, dentre eles o relator da ação, ministro Marco Aurélio. “Mostramos a importância de manter o município de Pacaraima”, completou.

Segundo Ângela, a partir da decisão dos povos indígenas em assembleia geral, será mantido canal de diálogo com os demais ministros do STF. “A decisão será levada aos demais membros do STF, para que no momento que o Colegiado for julgar a Ação Civil, a população possa ter a situação definitivamente resolvida e índios e não-índios de Pacaraima possam continuar vivendo em paz e os indígenas usufruindo dos benefícios que é ter um município com todo suporte e estrutura”, disse.

Brito Bezerra também defende a permanência do município de Pacaraima e disse que o documento que surgiu da assembleia servirá como suporte para a decisão do Supremo. “A governadora tem trabalhado incansavelmente por isso e agora, com esse documento dando anuência dos povos indígenas, fundamenta ainda mais a defesa do Estado em manter o município na terra indígena”, frisou.

Para o vice-prefeito de Pacaraima, Jonas Marcolino, que é índio, a defesa consiste por entender primeiro que o município é um ente federado e tem competências comuns como a União e os Estados: promover o bem comum de todos sem preconceito de origem, raça, sexo. “Seria a garantia de direitos”, disse.

Marcolino sempre se posicionou na liderança indígena, defendendo a harmonia entre os povos. “A briga não vai nos levar a lugar nenhum, a segregação ou qualquer princípio que tem indício de partidarismo ou facção. Isso não vai destruir somente o povo indígena, mas a população de Roraima”, complementou.

(Texto da Secretaria de Comunicação do Governo de Roraima)
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Jucá, o homem de R$ 20 milhões, segundo Sérgio Machado

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O senador Romero Jucá é acusado por Sérgio Machado de receber R$ 20 milhões em propina oriunda da Petrobras

O senador Romero Jucá é um político de 20 milhões de reais.

VINTE MILHÕES DE REAIS de propina oriunda da Petrobras, segundo o delator Sérgio Machado.

A defesa de Jucá bem que tenta explicar, desmentir, desqualificar Machado. Uma nota aqui, outra ali e a situação fica cada vez pior.

No entanto, Sérgio Machado, homem de confiança do PMDB na Transpetro durante mais de uma década e que resolveu entregar a cúpula do PMDB para livrar seus filhos da cadeia, parece estar bem seguro do que fala.

Até mesmo presidente interino e perdido, Michel Temer, entrou na roda, acusado que foi de pedir dinheiro sujo para bancar a candidatura de Gabriel Chalita em São Paulo.

Temer tentou desmentir, mas sua fala foi amarela. Sequer respondeu a perguntas de jornalistas.

Segundo Machado, os maiores beneficiados do esquema desvendado pelo ex-diretor da Transpetro foram Renan Calheiros (R$ 32 Milhões), Romero Jucá (R$ 20 milhões) e José Sarney (R$ 16 milhões).

Tudo isso dinheiro drenado pelos propinoduto da Petrobras.

Jucá agora só fala das denúncias por meio do seu advogado. Também sua rádio para mentir e tentar desmentir as denúncias.

O fato é que sua situação não é das melhores.

A delação de Sérgio Machado e a das empreiteiras, que ainda estão por vir, podem melar ainda mais a situação já complicada de Jucá.

Se Eduardo Cunha resolver abrir a boca, então, a casa cai de vez. A conferir.
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quinta-feira, 16 de junho de 2016

Cai o terceiro ministro do governo Temer

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Henrique Eduardo Alves foi o terceiro ministro do governo Temer a cair em decorrência das denúncias de envolvimento no Petrolão

Quando foram divulgadas as gravações feitas pelo ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado, Romero Jucá jurou inocência, mas não aguentou dois dias de pressão e caiu do Ministério do Planejamento.

Depois, veio a revelação de que o ministro da Transparência de Temer também estava enrolado no propinoduto. Ele jurou de pés juntos que era inocente, mas também caiu

De pronto, surgiu o nome de Henrique Eduardo Alves também envolto nas maracutaias do Petrolāo. Assim como nos casos anteriores, ele se revoltou, disse que era mentira, que não recebera propina. Mas hoje, inevitavelmente, Eduardo Alves também caiu.

Até então ocupando o Ministério do Turismo do governo interino de Michel Temer, o potiguar Eduardo Alves é o terceiro ministro a despencar da Esplanada dos Ministérios em decorrência das denúncias que os envolvem no Petrolāo.

Até mesmo Temer já teria escrito uma carta de renúncia. Assim como os demais, o presidente interino é citado por Sérgio Machado como recebedor de dinheiro desviado da Petrobras. Os recursos teriam financiado a candidatura do peemedebista Gabriel Chalita à Prefeitura de São Paulo.

Quem será o próximo a cair?
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Roraima deverá ser varrido por ações de combate à corrupção

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Policiais levam documentos e computadores da Assembleia Legislativa de Roraima, durante a "Operação Cartas Marcadas"
Durante a entrevista coletiva dos membros do Grupo de Ações Especiais de Combate ao Crime Organizado (GAECO) sobre a “Operação Cartas Marcadas”, que desvendou um esquema de fraudes em licitações na Assembleia Legislativa, o promotor Marco Antônio Azeredo disse que o que está acontecendo em nível nacional, com o desdobramento das investigações Operação Lava Jato, será replicado inevitavelmente aqui em Roraima.

Pelo que disse o coordenador do GAECO, os políticos de roraimense têm muitos motivos para se preocupar. Que a devassa comece logo.

Entre uma informação e outra sobre a “Operação Cartas Marcadas”, o promotor Marco Antônio Azeredo soltava pílulas do que está por vir. Num dos seus comentários, ele sapecou: “É impressionante a quantidade de recursos que vem para Roraima e vocês (população) não têm nada de contrapartida do poder público”.

O promotor chegou a comparar a situação da segurança pública em Roraima com o de outros estados, como Santa Cataria. Segundo ele, enquanto nosso estado recebe R$ 500 per capita para a segurança, Santa Catarina recebe R$ 200 reais per capta. “O que é feito com os recursos que vêm para cá?”, questionou.

Pelas palavras do promotor Marco Antônio Azeredo, o GAECO já está debruçado sobre outros esquemas de desvios de recursos públicos montados aqui em Roraima pelos sedentos políticos locais. O coordenador do GAECO se mostrou seriamente incomodado com o grau de corrupção política aqui no estado.

Mais uma vez ele comentou aos jornalistas que, diante de tanto dinheiro que vem para cá, “é preciso ter algo muito melhor [em termos de qualidade do serviço público] do que se tem tido aqui no Estado de Roraima”. Ele está absolutamente certo.

Vergonha geral - Pessoas que vivem o dia a dia da Assembleia contaram a este colunista que o clima ficou pra lá de tenso na sede do Poder Legislativo estadual, com o vai e vem de policiais entrando nas diversas diretorias da Casa e levando CPU’s e HD’s de computadores pen drives e telefones celulares dos envolvidos no esquema de fraude em licitações. “Foi uma situação vergonhosa. Quando eu vi aquilo, pensei seriamente em pedir exoneração na mesma hora”, contou um dos servidores da Assembleia.

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Renan quer fazer o impeachment de Rodrigo Janot

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Profundamente irritado com o pedido de prisao feito por Rodrigo Janot conta sua pessoa, o senador Renan Calheiros quer fazer o impeachment do procurador-geral da República

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mexeu com os maiores “peixes” da República ao pedir a prisão dos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR) e ainda do ex-presidente do ex-presidente José Sarney (PMDB-MA) e, por isso mesmo, despertou ódio mortal destes contra sua pessoa. Agora Renan não esconde o desejo de fazer o impeachment de Janot. O presidente do Senado já disse a aliados que quer dar seguimento ao pedido de impeachment do procurador-geral da República, conforme noticiou hoje o Estadão.

Ainda na noite de ontem (quarta-feira, 15), Renan Calheiro se reuniu com Eunício Oliveira (PMDB-CE) e Eduardo Braga (PMDB-AM) na casa do ex-presidente José Sarney em Brasília para tratar do assunto. Conforme contaram testemunhas do encontro, os peemedebistas precisaram acalmar Renan, que estava decidido a aceitar o impeachment de Janot.

Renan lembrou que existe cinco pedidos de impeachment contra Rodrigo Janot que estão pendentes de serem analisados pelo Senado. Daí que Renan está inclinado a aproveitar a oportunidade para acolher a denúncia e dar prosseguimento a pelo menos um deles. Os colegas de Renan Calheiros dizem que o presidente do Senado está tremendamente irritado com as decisões do procurador-geral.

Mostrando em seu celular uma reportagem em que o procurador-geral afirmava que a manutenção de sigilo da delação do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, geraria crise entre os poderes, Renan acusou Janot de estar "estimulando vazamentos" e que isso era uma "irresponsabilidade". O presidente do Senado vai mais longe e acusa o procurador-geral de ter orientado as gravações feitas por Sérgio Machado.

E assim funciona a política brasileira: quando alguém está incomodando, que se encontre uma forma de elimina-lo. Não importa os meios que tenham que ser usados.

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quarta-feira, 15 de junho de 2016

CRIME ORGANIZADO - “Linha de montagem” de processos licitatórios desviava recursos da Assembleia Legislativa de Roraima

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Sob a orientação do GAECO, os policiais militares e rodoviários federais apreenderam CPU's, HD's e pen drives da Assembleia Legislativa, assim como telefones celulares dos servidores envolvidos no esquema
Havia uma linha de montagem de processos implantada na Comissão Permanente de Licitação (CPL) da Assembleia Legislativa de Roraima. O esquema envolvia servidores com cargos diretivos da Casa, como Verona Sampaio Rocha Lima, diretora da CPL, o diretor financeiro e ainda a diretora administrativa daquele poder. No total quatro mulheres foram presas na “Operação Cartas Marcadas”, realizada na manhã desta quarta-feira (15). As informações foram prestadas pelo promotor Marco Antônio Azeredo, coordenador do Grupo de Ações Especiais de Combate ao Crime Organizado (GAECO). Foi ele quem comandou a operação na Assembleia Legislativa.

Dos 11 mandados de prisão, expedidos pela Justiça de Roraima, foram cumpridos nove, durante a “Operação Cartas Marcadas”. Um deles deixou de ser cumprido porque a pessoa estava viajando e se comprometeu em se apresentar nesta quinta-feira (16), no Ministério Público para prestar depoimento. Outro alvo da operação está convalescendo de doença grave no Hospital Geral de Roraima (HGR) e por isso também não foi preso.

As investigações que resultaram no desbaratamento do esquema, iniciadas a partir de uma denúncia anônima, começaram há seis meses e se debruçavam sobre contratos firmados ano de 2013. Pelo menos R$ 8 milhões foram desviados a partir das fraudes nos processos de licitação da assembleia, envolvendo empresas criadas pelos próprios servidores envolvidos no esquema e administrada por laranjas. Estas eram pessoas que, no passado, trabalham inclusive como frentistas de postos de combustíveis. De acordo com o MP, o esquema envolvia servidores da Assembleia, laranjas e empresários. O diretor do GAECO salientou que uma das empresas estava em nome de um laranja, mas, na prática, pertencia ao irmão da diretora da CPL daquela Casa.

Somente uma das empresas participantes da fraude depositou mais de R$ 600 mil na conta da diretora da CPL da Assembleia. No período de um ano, Verona Sampaio Rocha Lima movimentou algo em torno de R$ 4 milhões em sua conta bancária, o que segundo o promotor Marco Antônio Azeredo é incompatível com a renda declarada pela investigada. Somente na “Operação Cartas Marcadas” realizada hoje o Ministério Público apreendeu R$ 380 mil em espécie.

A princípio, seis contratos de licitação estão sendo investigados, mas os desmandos se estendem também ao ano de 2016. De acordo com o diretor do GAECO, o esquema chegou a movimentar mais de R$ 1,2 milhão em um mês. No mês de maio deste ano, por exemplo, foi feito um saque de R$ 400 mil a partir do esquema. O promotor Marco Antônio Azeredo afirmou ainda que as interceptações telefônicas flagraram conversas da diretora da CPL com a diretora administrativa da Assembleia, acertando o repasse de propina para o diretor financeiro da Casa, como gratificação por ele ter liberado o pagamento às empresas que faziam parte do esquema. Esses áudios serão disponibilizados para a imprensa nos próximos dias, pois o processo foi levantado todo o sigilo das investigações.

O diretor do GAECO disse, no entanto, não ter encontrado ainda indícios da participação de parlamentares no esquema de fraude nas licitações da Assembleia Legislativa, apesar de todos os cargos de confiança da Casa serem preenchidos a partir de indicações dos deputados. Porém, ele disse que caso a análise do farto material apreendido revele a participação de algum parlamentar no esquema, a imprensa será informada do fato.

“Se encontrarmos indícios da participação de parlamentares no esquema, as informações serão repassadas para o Ministério Público Federal, pois os deputados têm foro privilegiado. Quem estiver envolvido será investigado e a imprensa ficará sabendo”, salientou. O GAECO apreendeu CPU’s e HD’s dos computadores da CPL e das diretorias administrativa e financeira da Assembleia, além de pen drives e telefones celulares.

Uma megaoperação do GAECO desarticulou um esquema de desvio de recursos montado na Comissão Permanente de Licitação da Assembleia Legislativa de Roraima
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segunda-feira, 13 de junho de 2016

A sorte está lançada!

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Até o final do mês sai o resultado da pesquisa que o governador Camilo Santana mandou fazer para saber como está a preferência do eleitorado cratense. O nome mais pontuado tem a missão de enfrentar nas urnas o ex-prefeito Samuel Araripe (PSDB). Digo o tucano porque, pelo andar da carruagem, não surgirão mais candidaturas, ficando o embate entre o ex-gestor e o ungido do Palácio da Abolição. Algo inusitado após a ditadura militar. De 1988 para cá, as disputas no Crato contaram com mais de duas candidaturas. Perde a democracia.
O martelo sobre a pesquisa quantitativa e qualitativa foi batido na noite da última quinta (09), no Palácio da Abolição, durante reunião que contou com as presenças de Camilo Santana, Cid Gomes, Arnon Bezerra, José Guimarães, José Ailton, André Barreto, Marcus Cunha, Otonite Cortez, Pedro Lobo, Rafael Branco e Sineval Roque. A ausência sentida foi a do pré-candidato do PC do B, Cacá Araújo.
Neste final de semana, para dirimir as dúvidas sobre o convite feito ou não ao comunista, o governador Camilo Santana ligou para o professor Cacá e afirmou que o nome deste estará na pesquisa que o grupo fará. A assessoria do governador informou que não conseguiu localizar o professor Cacá em tempo hábil para a reunião desfazendo o mal estar gerado no PC do B.
Na conversa com o governador, Cacá Araújo fez questão de ressaltar o compromisso da Frente Crato Popular de não fazer aliança com o ex-prefeito Samuel Araripe nem com o prefeito Ronaldo Gomes de Matos. Disse que ouviu de Camilo Santana que os dois não fazem parte desta aliança, sendo, portanto, oposição.
A declaração do governador faz cair por terra o sonho do prefeito Ronaldo de ter o apoio da Frente Crato Popular para a reeleição ou apontar pelo menos o vice. Recentemente ao ser indagado se iria disputar um segundo mandato, Ronaldo Matos afirmou que o seu destino político estava nas mãos do governador. Com a resposta do governador ao professor Cacá, cabe agora ao atual gestor trabalhar com afinco para que o fim de seu governo não seja mais melancólico do que está e sua saída da vida pública seja menos traumática.

Aos pré-candidatos da Frente Crato Popular não resta alternativa senão intensificar visitas aos meios de comunicação para, em tempo recorde, dizer ao eleitorado cratense quais as suas intenções e projetos para administrar o Crato. Quanto ao ex-prefeito Samuel Araripe, é aguardar o escolhido e propor um debate salutar para o povo do Crato. Alea jacta est!
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